domingo, 17 de fevereiro de 2013

Brises e Cobogós



Nem sempre podemos usar a iluminação natural ao nosso favor. Uma solução para controlar a incidência solar é a utilização de brises ou persianas. Brise-Soleil é um recurso utilizado como "quebra-sol", que diminui a intensidade da radiação solar. Eles são instalados de acordo com o ângulo de incidência dos raios solares.


As persianas também são uma solução para a redução do calor gerado pela incidência da luz natural. Muitos dos antigos apartamentos construídos em cidades quentes, como o Rio de Janeiro vinham com um acessório em suas janelas, a persiana externa, também conhecida como persiana Copacabana. Elas são instaladas no exterior da janela, refletindo a luz e os raios infravermelhos incidentes. Reduzem cerca de 15% dos raios solares.


Nas últimas décadas, as construtoras diminuíram as instalações de persianas externas e brises, pois elas encarecem a obra. Depois da casa habitada, quem paga a energia elétrica é o comprador e este, normalmente, é mais sensível e informado sobre as economias do presente do que aquelas produzidas ao longo dos anos.


Uma solução mais econômica que os brises são os cobogós, já que estes são podem ser feitos de cimento e permitem a ventilação graças as suas aberturas. Eles impedem a incidência direta da luz solar, não impedem a circulação de ar e são esteticamente bonitos, possuem diferentes aberturas, cores e podem ser feitos também de argila, vidro e cerâmica.


       
Figura 1– Cobogós na Faculdade de Arquitetura da UFBA.
 

                          

Figura 2– Brises no projeto de uma casa.

 
Por Tainá Carvalho e Isadora Alencar

Orientação da fachada

 Bom, farei o estudo da orientação da minha fachada a partir do print screen da imagem da edificação no Google Earth.

                                      
 
A oritentação da fachada faz 26° com o Norte. Então, a partir dos nossos estudos, calculamos que o rumo é 26° nordeste e o azimute é 334°.
 
 
Visualização no autocad.

Síntese comentada do capítulo 4 - Manual do Conforto Térmico

Síntese do capítulo 4, Controle da Radiação Solar

Em lugares quentes, como Salvador, durante a elaboração de um projeto, devemos evitar que a radiação solar incida diretamente a edificação e penetre excessivamente nos ambientes, previnindo o ganho demasiado de calor. Para protejermos nossa edificação do sol, devemos estudar a Geometria da Insolação. Para entendermos a geometria solar, precisamos nos familirizar com os seguintes termos :

  • Esfera Celeste - Superfície imaginária, onde os astros são representados por suas projeções.

  • Zênite e Nadir - Se traçarmos uma linha que passa pelo observador e é perpendicular ao seu plano do horizonte, ela encontrará a esfera celeste em dois pontos: o que se situa acima do observador é denominado Zênite (Z) e aquele abaixo, Nadir (Z2).
  • Pólos Celestes - Traçando-se pelo observador uma linha paralela à que une os pólos terrestres, obtêm-se, na intersecção com a esfera celeste, os pólos celestes.
      •  
    • Altura e Azimute - Para um observador em uma dada latitude da Terra, a posição de um corpo celeste em relação ao seu plano do horizonte pode ser perfeitamente determinada a partir de dois ângulos: a altura e o azimute.

                     

    Fig. 01

    Altura e Azimute de um corpo celeste

    •  Trajetória aparente do sol - para um determinado observador na Terra, o movimento aparente do Sol é descrito como uma série sucessiva de circunferência na esfera celeste, paralelas ao equador celeste, com inclinações sobre o plano do horizonte variando em função da latitude deste observador.

    • Cartas Solares - Para determinar o ângulo de incidência do Sol sobre uma superfície específica, utilizam-se as cartas solares. que consistem na representação gráfica das trajetórias aparentes do Sol, projetadas no plano do horizonte do observador, para cada latitude específica
    . Existem vários métodos de projeção cartográfica que podem ser utilizados para representação das trajetórias aparentes do Sol, dentre os quais destacam o ortográfico, o eqüidistante e o estereográfico.




    Fig. 04

    Carta Solar para latitude de 24° Sul.

    A partir das cartas solares podemos tirar várias informações úteis, sendo a mais imediata o periodo de insolação de determinada localização. A partir dessa análise, podemos calcular se haverá nessecidade ou não, de dispositivos de proteção solar, e aonde iremos posiciona-los.

    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

    Arquitetura Confortável...Oi?


    Síntese comentada - Manual do Conforto Térmico, Capítulo 3.

    Uma arquitetura qualificada e bem planejada é aquela em que se estabelece uma relação harmônica entre os fatores externos climáticos e ambientais e a edificação projetada. À arquitetura cabe tanto amenizar as sensações de desconforto impostas por climas muito rígidos, tais como os de excessivo calor, frio ou ventos, como também propiciar ambientes que sejam, no mínimo, tão confortáveis como os espaços ao ar livre em climas amenos. As variáveis climáticas que mais interferem no desempenho térmico das construções são as oscilações diárias e anuais da temperatura e umidade relativa, a incidência da radiação solar, a época e atuação dos ventos e os índices pluviométricos locais.

                    Em Salvador, as temperaturas são relativamente constantes ao longo do ano, com condições de clima quentes e úmidas. A partir da análise do clima, podemos fazer um planejamento do projeto, por exemplo, pela baixa variação da temperatura diária ou baixa continentalidade, é adequado que nos preocupemos com a ventilação. As aberturas devem ser corretamente planejadas e posicionadas para que haja ventilação cruzada, e para que não haja a incidência direta da radiação solar e seja necessário ultilizar climatizadores artificiais, que encarecem o projeto. Outro fator a ser considerado para o posicionamento das aberturas é o comportamento do vento. Sempre atentar para aproveitar da melhor forma a ventilação natural, sabendo que o vento tem sentido orientado do Leste paara Oeste. Para sabermos dessas informações detalhadamente, nós localizamos as coordenadas geógraficas do local a ser construído, pois a partir delas tiramos muitas informações valiosas para o projeto, como o comportamento do sol, dos ventos, topografias, etc.

                    Outra preocupação é o planejamento da cobertura. Temos que preparar a edificação para amortecer os impactos ambientais, no caso de Salvador, o mais típico é a chuva. Podemos observar que a cobertura predominante nas casas de Salvador é o telhamento com inclinação em relação ao plano horizontal dos telhados, normalmente de 30%, que é a inclinação ideal para que não seja necessário o amarramento das telhas.  A adoção de outro tipo de cobertura, como uma laje plana de concreto, seria mais trabalhosa para a construção, já que esse tipo de cobertura tem desvantagens, como acúmulos de água, que podem causar infiltrações que são evitadas com as impermeabilizações. Além de outros fatores como a estrutura de telhado ser mais leve que a estrutura da laje, facilitando a construção. As movimentações estruturais, variações dimensionais ou recalques diferenciais, devida a mudanças de temperatura ou a outros motivos, até certo limite, não compromete sua estanqueidade, por as telhas estarem soltas e sobrepostas, já as coberturas de concreto, integram a estrutura do edifício, o que pode comprometer sua estanqueidade devido à fissuração ou ao trincamento.

                Em síntese, após a leitura do capítulo 3 do livro Manual do Conforto Térmico, de Anésia Barros Frota e Sueli Ramos Schiffer, percebe-se um novo olhar para a elaboração de um projeto, que atende as necessidades de um projeto sustentável e confortável. Aprender a aliar a arquitetura ao ambiente externo é imprescindível para a excelência do resultado final. Ainda mais, que na contemporaneidade, há uma preocupação visível com a natureza e o planeta. É perceptível que cada lugar tem sua arquitetura específica, baseada nas suas características locais, e é muito importante manter essa individualidade, que muitas vezes é desrespeitada pela globalização do mundo contemporâneo, que importa e exporta arquiteturas, culturas, costumes, passando por cima da particularidade de cada lugar. Sendo assim, cada lugar possui um perfil próprio, exigindo arquiteturas diferentes para satisfazê-los.